Notícias da Diocese › 28/04/2017

26 Anos do martírio de Padre José Maria Prada

padre pradaPadre José Maria Prada era missionário redentorista da província de São Paulo(CSsR).

Nasceu em Parâmio, Conselho de Bragança – Portugal em 20/09/1928. Fez os estudos preparatórios no Seminário dos Redentoristas de Cristo Rei, em Vila Nova de Gaia o noviciado em Nava del Rey (Espanha), onde professou a 24 de Agosto de 1946.  De lá seguiu para o Seminário Maior de Astorga, onde cursou Filosofia e Teologia. Foi ordenado nessa cidade em 14 de Junho de 1953. Celebrou Missa Nova na sua terra natal: Parâmio.

Em 1955 partiu para Angola como missionário, onde permaneceu até 1976, levando uma vida de verdadeiro sacrifício, sempre em prol dos outros. Regressando a Portugal trabalhou até 1979 na paróquia de S. Julião de Palácios, preparando-se para seguir para o Brasil. Fixou- se na paróquia de Marília em São Paulo.

Em 1982 escolheu o Nordeste radicando-se na cidade de Exu e mais tarde em Salgueiro.

No dia 29/04/1991 um Sargento da Polícia Militar(José Edivan) que mantinha uma relação amorosa com uma jovem, solicitou que o Padre José Maria Prada, realizasse o seu casamento embora houvesse mantido um relacionamento anterior não se sentia comprometido com a outra. Ciente do fato, o padre decidiu constatar a veracidade da informação e resolveu procurar esclarecimento dando busca no acervo da paróquia Santo Antônio constatando que, o Sargento já havia contraído matrimônio em Salgueiro. O interessado face à recusa ameaçou-o de morte e procurou-o e o intimidou a anular o imbróglio. Padre José Maria foi inflexível, disse que morreria mas não faria o casamento. Ao negar o tal pedido, foi alvejado com cinco tiros, às onze horas do dia 29 de abril de 1991na Casa Paroquial resultando na sua morte imediata.

 A Missa de corpo presente foi presidida pelo Bispo da Diocese de Petrolina, D. Frei Paulo Cardoso, cocelebrada por todo o Clero da Diocese estando presente uma enorme multidão.

A frente do cortejo fúnebre de Salgueiro até o aeroporto de Juazeiro do Norte-CE, seguia a cruz, com a camisa ensanguentada do Padre Mártir. Seus familiares residentes aqui no Brasil, acompanharam o corpo que foi sepultado no cemitério de Itaquera em São Paulo.

A revista Ação Missionária de Maio de 2000, num artigo “Missionários Mártires no Século XX” chama-lhe “mártir transmontano”. E o Semanário Transmontano de 21/07/2000, em texto assinado por Paulo Reis Mourão reproduz essa notícia rematando: “Salgueiro não quis perder o seu mártir. Ficou-lhe com o coração que guarda num nicho, na parede da Igreja Matriz,hoje Catedral de Santo Antônio, coberto com uma placa de mármore, onde pode ler-se: Pe. José Maria Prada, mártir da santidade do matrimônio”.

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Na Catedral de Salgueiro à direita  do Altar de Santo Antônio está a marca da dor mais sofrida pela comunidade salgueirense: na parede sob uma lápide branca está tumulado o coração do Pe. José Maria Prada, também da Pátria de Santo Antônio, assassinado por permanecer fiel as Leis de Deus e da Igreja conforme se lê na Inscrição:

“Felizes os perseguidos por causa da justiça”

Pe. José Maria Prada

  • 20-09-1926

+     29-04-1991

Martirizado em defesa da Santidade do Matrimônio.

A Comunidade Salgueirense’’

 

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